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A evolução do Ensino a Distância

A evolução do Ensino a Distância

Ao se deparar com uma Pandemia, você passa a considerar fazer alguns cursos online. Você percebe que a flexibilidade das aulas ajudará a aliviar sua agenda apertada, e economizar no deslocamento significa um pouco mais de dinheiro para enfrentamento da atual conjuntura. Você começa a se perguntar quando esta modalidade “recente” surgiu. Acredite ou não, o ensino a distância não foi desenvolvido quando as universidades passaram a ter acesso à Internet.

Na verdade, a Internet foi inventada mais de 100 anos após o início humilde do ensino a distância. Acompanhe nosso artigo para conhecer a evolução do Ensino a Distância onde serão expostas as primeiras intenções com relação ao EAD e como ele é fundamental nos dias de hoje para toda e qualquer instituição de ensino.

Nascimento do Ensino à Distância

Antes de falar da evolução do Ensino a Distância, precisamos falar de seu início. Em “Servindo ao Sistema: uma História Crítica da Educação a Distância”, Jennifer Sumner escreve: “Embora seus primórdios sejam disputados, a história da educação a distância está bem documentada, especialmente no século 20”.

Embora haja alguma discrepância ao determinar as origens do EAD, inúmeras fontes informam o que aconteceu a seguir. Serão expostas aqui algumas das principais ocorrências e datas na evolução do ensino a distância.

Quando isso começou?

Algumas fontes rastreiam a evolução do Ensino a Distância vem desde os anos 1700. Logo após essa época, a educação a distância passou a ser praticada por meio de um método denominado educação por correspondência. Essa forma de educação cresceu sem limites e se espalhou por vários países.

Educação por correspondência

De acordo com Mike Erwin, da University of Advancing Technology, “O processo de evolução do Ensino a Distância era muito simples: os alunos recebiam instruções por correio e respondiam com tarefas ou perguntas ao professor”.  O processo era muito lento e poderia levar várias semanas para uma resposta do instrutor.

Os cursos por correspondência fizeram parte da evolução do Ensino a Distância e cresceram apesar das desvantagens, em grande parte graças ao amadurecimento do serviço postal que permitiu aos correspondentes estudar longas distâncias. Por mais tediosa e inútil que essa forma de aprendizado possa parecer sob os padrões de hoje, os alunos foram tão compelidos a aprender que não se importaram em atrasar.

1800

Alguns argumentam que o início do ensino a distância foi em 1840, quando um educador inglês, Sir Isaac Pitman, ensinava taquigrafia pelo correio. Pitman enviaria textos em cartões-postais para os alunos, e os alunos enviariam suas tarefas de volta para ele. Os cursos por correspondência continuaram a popularizar-se, e a linha do tempo do Museu de Educação a Distância revela que, em 1858, a Universidade de Londres se tornou a primeira faculdade a oferecer cursos à distância, um marco histórico para a evolução do Ensino a Distância.

30 anos depois, a maior escola privada com fins lucrativos baseada na Pensilvânia, as International Correspondence Schools, foi fundada em 1888 para fornecer treinamento para mineiros de carvão imigrantes com o objetivo de se tornarem inspetores ou capatazes estaduais de minas. Ela matriculou 2.500 novos alunos em 1894 e 72.000 novos alunos em 1895. O crescimento foi devido ao envio de livros completos em vez de aulas individuais, e ao uso de 1.200 vendedores agressivos. Em 1906, o total de matrículas na Escola Internacional de Correspondência chegou a 900.000.

Rádio, televisão e desenvolvimento

Alguns avanços significativos moldaram e impulsionaram a evolução do Ensino a Distância desde o final do século XIX. Em 1873, o programa oficial de educação por correspondência, denominado “Society to Encourage Home Studies”, foi estabelecido em Boston, Massachusetts, por Ana Eliot Ticknor. A Universidade de Queensland, na Austrália, fundou então seu Departamento de Estudos de Correspondência em 1911, que também dependia do sistema postal australiano. A dificuldade com esses métodos, entretanto, é que eles são formas de comunicação unilateral. Os alunos não conseguiam fazer perguntas aos professores ou interagir com outros alunos, pois tudo era transmitido diretamente para eles.

Com o passar do tempo, os avanços tecnológicos desempenharam um papel central na evolução do Ensino a Distância. A introdução do rádio permitiu que as universidades transmitissem informações e cursos aos alunos. Em 1922, a Pennsylvania State College se tornou a primeira faculdade a transmitir cursos em redes de rádio. Cerca de uma década depois, a Universidade de Iowa fez o mesmo, tornando-se a “primeira universidade a empregar a televisão como ferramenta de aprendizagem” (também conhecido como Ensino a Distância).

Aprendendo em casa

Esses métodos e esta forma da evolução do Ensino a Distância continuaram até meados do século. Um artigo da Forbes observa que, em 1956, “a estação de televisão pública WTTW de Chicago, em parceria com o Board of Education local, televisionava cursos universitários para obter crédito; mais de 15.000 alunos matriculados em 5 anos. New York University e CBS lançam Sunrise Semester, que também oferece cursos de TV reconhecidos. Pode ser difícil de acreditar, mas graus confiáveis ​​eram alcançáveis ​​por meio desses cursos televisionados. Até a dona de casa tradicional conseguia encontrar tempo em seu dia para começar a aprender conceitos e ideias de nível universitário sem sair de casa.

Dando prosseguimento ao artigo sobre a evolução do Ensino a Distância, após uma retumbante evolução durante os períodos do Rádio e TV, começam a se desenvolver caminhos e oportunidades subsequentes aos que já vinham consolidados da Era Eletrônica: a informática e, consequentemente, a internet. Vejamos agora como isso se deu na linha do tempo, a atual conjuntura do Ensino a Distância o potencial a ser explorado para as gerações futuras.

Década de 1980

A tecnologia continuou a permitir avanços e  evolução do Ensino a Distância durante a década de 1980. Segundo Fundamentos da Educação a Distância, “A possibilidade de ensino presencial à distância foi conquistada por uma revolução eletrônica na década de 1980. A desregulamentação do setor de telecomunicações aliada à aceleração dos chips e à introdução das tecnologias de banda larga trouxeram esta verdadeira revolução”, diz Keegan em seu “Fundamentos da Educação a Distância”.

Isso permitiu que os alunos se comunicassem entre si e com seus professores, de modo que aprendessem de forma interativa, em vez de apenas serem ensinados de forma passiva. A Forbes informa que, em 1984, “a National Technological University estabeleceu a primeira universidade virtual credenciada com o apoio financeiro de empresas como IBM, Motorola e HP, que ofereceu cursos acadêmicos para funcionários via TV”. Como pode ser visto, até grandes marcas passaram a se envolver com a evolução do Ensino a Distância, permitindo que seus funcionários participassem de aulas virtuais.

Década de 1990

Depois da televisão, o computador pessoal com recursos de internet foi a próxima grande invenção a revolucionar a evolução do Ensino a Distância. Em 1989, a Universidade de Phoenix se tornou a primeira instituição a lançar uma instituição universitária totalmente online que oferecia bacharelado e mestrado. Em 1996, os empresários Glen Jones e Bernand Luskin lançaram a Jones International University, que se tornou a primeira universidade credenciada e totalmente baseada na web.

Keegan continua a observar: “No final da década de 1990, a educação à distância era um componente valioso de muitos sistemas de ensino e provou seu valor em áreas onde escolas, faculdades e universidades tradicionais têm dificuldade em atender à demanda, como grandes sistemas capazes de lidar com 100.000 alunos ou mais”. O ensino a distância havia se desenvolvido muito na década de 1990, com o uso de salas de aula virtuais via satélite, telefones celulares, videoconferência e Internet.

Hoje e além

A jornada da evolução do Ensino a Distância continua no século 21. Em 2006, 89% das faculdades públicas de 4 anos nos EUA ofereciam aulas online, junto com 60% das instituições privadas. No Brasil os números não são diferentes: atualmente, após um salto quantitativo na última década (um número aproximado a 380% de aumento de alunos nesta modalidade), em 2019 o Inep aponta pela primeira vez uma maior busca de alunos de ensino superior ao EAD (50,07%).

Outro artigo da Forbes observa que o aprendizado online está indo além desse modelo primitivo de transmissão “um para muitos” para se tornar uma experiência moderna, colaborativa, personalizada e interativa que gera dois aceleradores de sucesso poderosos e que se reforçam mutuamente: primeiro, o desejo de longo prazo aprender, melhorar sua posição no mundo; e, em segundo lugar – crucialmente – o prazer momento a momento de participar de uma experiência de aprendizagem que é continuamente excitante, gratificante e cria um sentido valioso de conexão social. Felizmente, o ensino a distância foi além da comunicação unilateral. Hoje, o ensino a distância é conhecido como educação online.

Pergunte a qualquer estudante de EAD que você conhece e verá como os cursos online integrados se tornaram. A maioria dos alunos hoje fez ou está matriculada em pelo menos uma aula online.

Cursos Livres

Além dos cursos com créditos, as principais Instituições de EAD estão oferecendo agora uma ferramenta que em inglês leva o acrônimo “MOOC” ou, em português, Cursos Abertos Online Massivos, mais uma evolução do Ensino a Distância. Os alunos podem fazer esses cursos para aprender mais sobre determinados tópicos, mas não recebem crédito por esses cursos. Até mesmo aplicativos de telefone celular permitem que os alunos se inscrevam em cursos sem crédito em muitas destas instituições e em vários países. Alguns, dentre todos os benefícios, são mais evidentes:

  • Primeiro, que a educação a distância é tão boa, válida e de alta qualidade quanto a presencial;
  • Em segundo lugar, seu potencial de ganhos aumentará;
  • Terceiro, que a educação a distância é escalável para dar acesso aos alunos em qualquer lugar.

A evolução do ensino a distância continua graças à tecnologia. Se você conseguir um diploma universitário ou técnico, estudos nos mostram que é provável que você ganhe em média 114% mais dinheiro do que ganharia se não o tivesse. Por sua vez, cursos livres podem agregar a um talento nato e específico, e assim, extrapolar qualquer perspectiva “percentual” de receitas.  O CPET possui em seu portfólio uma série de Cursos Livres para seu desenvolvimento pessoal e aperfeiçoamento. Visite: https://www.cpetcursoslivres.com.br

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12 de agosto de 2021
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