O crescimento do setor de logística em 2026 no Brasil

Publicado em 09/11/2022 por CPET

O crescimento do setor de logística em 2026 no Brasil

O crescimento do setor de logística no Brasil decorre da mudança nos hábitos de consumo da população e da expansão do comércio eletrônico. 

As empresas precisaram adaptar suas estratégias de armazenamento e processamento de pedidos para atender à demanda de clientes que compram pela internet e exigem entregas muito rápidas.

A operação logística atual envolve o gerenciamento de dados em tempo real, o controle rigoroso de estoques e a movimentação física de mercadorias dentro dos armazéns.

As vendas online geram uma cadeia de eventos físicos imediatos, quando um cliente finaliza uma compra no site, um funcionário no centro de distribuição precisa localizar o item na prateleira, embalar o produto, emitir a nota fiscal e despachar o pacote para a transportadora correta.

Vem com o CPET entender o contexto e como você pode se beneficiar com esse ramo que só cresce no Brasil!

De onde vem o boom do crescimento do setor de logística?

O crescimento do setor na logística ocorre porque o volume dessas transações diárias aumentou drasticamente, principalmente com o fácil acesso a lojas online como a Shopee, Shein e Aliexpress, por exemplo. Isso exige uma infraestrutura física e pessoal capacitada para evitar atrasos e erros de envio. 

O impacto financeiro de uma operação mal gerenciada afeta diretamente o caixa das empresas, o envio de um produto errado gera custos com logística reversa, que englobam o pagamento de um novo frete para devolução, a triagem do item devolvido e o envio do produto correto ao consumidor. 

Para evitar esse desperdício financeiro e sustentar o crescimento do setor de logística, as empresas investem na contratação de profissionais técnicos capazes de organizar o fluxo de trabalho e operar sistemas de controle de estoque.

Qual é o impacto do comércio eletrônico nas oportunidades de emprego?

A transição do varejo físico para o modelo de entregas em domicílio gerou um aumento contínuo na abertura de postos de trabalho. 

Dados do Banco Nacional de Empregos (BNE) registraram a criação de mais de 13.544 oportunidades de emprego em períodos de alta demanda, evidenciando uma média de contratações superior aos anos anteriores à consolidação do e-commerce. 

As vagas abrangem desde posições operacionais de base até cargos de análise e supervisão técnica.

O crescimento do setor de logística gera oportunidades diretas para diversas carreiras específicas dentro dos centros de distribuição e empresas de transporte. As posições mais demandadas pelas empresas incluem:

  • Verificador de estoque: profissional responsável por auditar as quantidades físicas de produtos nas prateleiras e comparar os números com os registros do sistema, garantindo a acuracidade do inventário.

  • Armazenista e auxiliar de armazém: encarregados da organização física do galpão, endereçamento de paletes e manutenção da limpeza e segurança do local de armazenagem.

  • Assistente de agendamento: realiza o contato direto com fornecedores e transportadoras para definir horários exatos de recebimento e expedição nas docas, evitando filas de caminhões no pátio da empresa.

  • Operador de empilhadeira: executa a movimentação de cargas pesadas e o empilhamento de paletes em estruturas porta-paletes de grande altura.

  • Condutor de veículos e motorista de caminhão: realizam o transporte rodoviário entre as fábricas, os centros de distribuição e as rotas de entrega finais.

  • Auxiliar de carga e descarga: atua na linha de frente do recebimento, retirando as caixas dos veículos e posicionando os itens na área de conferência.

  • Assistente de estoque: opera softwares de gestão para dar entrada e saída em notas fiscais, controlando o fluxo de mercadorias registradas no CNPJ da empresa.

Para acompanhar o crescimento do setor de logística, os candidatos a essas vagas precisam dominar rotinas práticas de armazém. 

O mercado prioriza profissionais que compreendem o ciclo completo do pedido, desde a chegada da matéria-prima até a expedição do produto acabado.

A tecnologia no dia a dia da operação logística:

As operações modernas abandonaram as planilhas manuais e adotaram sistemas de gestão integrados (ERPs) e Sistemas de Gerenciamento de Armazém (WMS). 

Essa mudança tecnológica impulsiona o crescimento do setor de logística ao permitir o processamento de milhares de pedidos simultâneos sem perda de informações.

A tecnologia exige operadores humanos treinados para inserir dados corretos e interpretar as instruções fornecidas pelos softwares.

O funcionário utiliza coletores de dados com leitura de código de barras ou radiofrequência (RF) durante a rotina de trabalho. 

Na etapa de recebimento, o conferente bipa o código de cada caixa para registrar a entrada do produto no sistema corporativo. 

Na etapa de separação (picking), o sistema exibe na tela do coletor o corredor e a prateleira exata onde o produto está guardado,o funcionário vai até o local, coleta o item e confirma a ação no equipamento.

A inteligência dos sistemas logísticos depende da precisão dos dados cadastrais, o operador logístico precisa inserir as medidas exatas de altura, largura, profundidade (cubagem) e o peso de cada embalagem no software. 

O algoritmo utiliza essas informações para calcular o valor do frete cobrado do cliente e determinar o tamanho do veículo necessário para o transporte. 

Um erro de digitação nesses parâmetros causa cobranças incorretas e inviabiliza o carregamento físico do caminhão.

As rotinas práticas e a redução do "Custo Brasil"

As ineficiências operacionais geram despesas adicionais conhecidas pelo mercado como "Custo Brasil", o trânsito urbano intenso, as rodovias em más condições e a falta de padronização nas entregas encarecem o transporte. 

O trecho final da entrega, chamado de Última Milha, representa a etapa mais cara do processo devido às paradas frequentes e ao consumo elevado de combustível por pacote entregue.

O técnico em logística aplica métodos de otimização para reduzir essas despesas diárias, o profissional agrupa pedidos por região de entrega, consolida cargas fracionadas em um único veículo e negocia tabelas de frete com diferentes transportadoras. 

O uso de pontos de retirada locais (PUDOs) em comércios de bairro centraliza as entregas de uma região específica. 

O motorista descarrega diversos pacotes em um único endereço parceiro, reduzindo a quilometragem rodada da frota e eliminando o custo com reentregas para clientes ausentes.

O planejamento do espaço físico (layout) do centro de distribuição influencia o custo de mão de obra, o técnico em logística analisa o giro de estoque dos produtos. 

Itens com alto volume de vendas (curva A) são posicionados próximos à área de expedição, reduzindo o tempo de caminhada dos separadores. 

Produtos com baixa saída (curva C) ocupam as prateleiras mais altas e distantes. 

Essa organização aumenta a produtividade da equipe e acelera o tempo total de processamento dos pedidos.

A qualificação técnica como diferencial competitivo

O mercado de trabalho apresenta escassez de profissionais com conhecimento técnico específico. 

A experiência baseada apenas na intuição ou no esforço físico limita as possibilidades de promoção, as posições de liderança em supervisão de armazém, coordenação de transportes e análise de suprimentos exigem embasamento teórico e prático sobre a legislação de transportes, o cálculo de tributos fiscais e as normas de segurança do trabalho.

O CPET desenvolve formações estruturadas para o dia a dia da profissão, o Curso Técnico em Logística do CPET aborda os fundamentos da administração de materiais, a gestão da frota de veículos, os processos de compras e a operação de sistemas de informação gerencial.

O currículo capacita o aluno a calcular custos de armazenamento, elaborar inventários e rotativos e planejar rotas de distribuição eficientes, porque o setor corporativo reconhece e valoriza certificações oficiais nos processos de recrutamento e seleção.

A formação técnica do CPET possui registro e validação nacional através do SISTEC/MEC e a emissão do diploma com reconhecimento do Ministério da Educação comprova a aptidão técnica do profissional para atuar em indústrias, operadoras logísticas, varejistas e plataformas de comércio eletrônico em qualquer região do território nacional.

Sustentar o crescimento do setor de logística exige profissionais capacitados. 

O CPET fornece a base de conhecimento necessária para a evolução na carreira e o treinamento focado nas demandas reais das empresas permite que o aluno execute processos de armazenamento, movimentação e distribuição de forma segura e econômica. 

Conheça o Curso Técnico em Logística do CPET e inicie sua qualificação para disputar as melhores vagas geradas pelo crescimento contínuo da cadeia de suprimentos no Brasil.

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FAQ

1. O que o técnico em logística faz dentro de um armazém?

O técnico gerencia o fluxo físico e digital das mercadorias. O profissional controla a entrada de produtos via nota fiscal, define o endereçamento nas prateleiras, programa os inventários de estoque e coordena a equipe operacional durante as etapas de separação e expedição dos pedidos.

2. É necessário entender de matemática avançada para atuar na área?

A operação exige conhecimentos de matemática básica aplicada. O técnico realiza cálculos de volume de caixas (cubagem), conversão de unidades de medida (quilos para toneladas), dimensionamento de espaço no caminhão e rateio simples de custos de frete sobre o valor dos produtos.

3. Como o curso do CPET ensina o controle de estoques?

O curso do CPET apresenta os métodos de avaliação de inventário, como o PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair). O aluno aprende a calcular o ponto de ressuprimento, definindo o momento exato de realizar um novo pedido de compra para evitar a falta de produtos (ruptura de estoque).

4. O profissional de logística atua apenas em transportadoras?

O campo de atuação engloba qualquer empresa que possua movimentação de materiais. O técnico encontra oportunidades em supermercados, indústrias de manufatura, hospitais (logística de medicamentos), grandes varejistas online e terminais portuários e aeroportuários.

5. Como o Ministério da Educação valida o diploma do CPET?

O CPET insere os dados do aluno concluinte no SISTEC/MEC, o Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica. Esse registro gera um código de autenticidade que permite às empresas consultarem a validade nacional do diploma técnico diretamente no portal do governo.